Na escola ou em casa, podemos fazer uma horta sem agrotóxicos, orgânica, com ajuda das crianças. Esse é o tema do livro "Hortas na Educação Ambiental", um guia de como implantar (da escolha do local à colheita), associado a incriveis experimentos práticos, brincadeiras que ensinam, para cada momento do desenvolver das plantinhas. Neste blog, um pouco da aventura que o livro oferecerá
terça-feira, 31 de maio de 2011
SEGUNDA FEIRA, 6/6, 19H
Ansiedade total! Segunda feira, 6/6, 19h, na Livraria da Vila - Fradique (R. Fradique Coutinho 915, SP), lançamento do livro Hortas na Educação Ambiental.
Veja mais na aba Livro. E tomara que possa ir nesse happy hour, que terminará 22h, quando a livraria fecha as portas.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
SE A ÁGUA PENSASSE...
Segunda metade de maio. Era o tempo em que a equipe da Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA - cuja experiência inspirou o livro "Hortas na Educação Ambiental") começava a pensar seu Concurso da Primavera: a estruturação, com convite a comissão organizadora era sempre em junho, mes do meio ambiente, e a premiação ocorria em setembro, quando se comemora o Dia da Árvore e o início da estação mais florida do ano. Realizado em parceria com a Diretoria de Ensino, Administração Municipal, tinha apoio de empresas locais, envolvendo escolas e instituições de cunho social em toda a região.
Melhor que falar do concurso é mostrar um de seus resultados, como a imagem que ilustra esse post e um trabalho premiado na edição do ano 2000, categoria especial, de propostas de aplicações didático-pedagógicas, que apresentamos em seguida.
É um texto para dramatização, proposto pelas então estudantes de magistério Adriana Cristino, Aline Regina dos Santos, Andressa Thame Lovatto e Vanessa Gabriela de Souza, da Escola Estadual Prof. Antonio Berreta - Itu, visando trabalhar com alunos do Ensino Infantil à 4.ª Série do Ensino Fundamental.
PERSONAGENS:
4 gotas: Chuá, Ploc, Tiblum, Tim
O Sol
Narrador
SE A ÁGUA PENSASSE....
Narrador - A água é essencial para manter a vida: 61% do corpo humano é composto por água e a porcentagem do planeta Terra é de 70%. A água passa por etapas muito importantes, denominadas o ciclo da água. Primeiramente, com o calor do Sol, ocorre a evaporação da água, que se transforma em partículas que sobem e, à medida que vão subindo, transformam-se em gotas, devido à condensação resultante do resfriamento. Essas gotas caem na terra em forma de chuva, sendo esse o ciclo da água.
(Som do trovão)
Chuá – Nossa, voltamos à terra novamente.
Tim – Sim, mas vocês não estão achando algo diferente?
Ploc – É, cadê as flores? E o que aconteceu com as nossas amigas da comunidade rio Tietê? Elas estão todas mortas.
Chuá – Ainda bem que eu não aceitei o convite delas de viver ali.
Tim – Não seja insensível, quando elas te convidaram ali era lindo de dar inveja.
Ploc – Precisamos procurar um abrigo para nos prevenirmos da evaporação, o sol já está vindo, precisamos descansar, já tivemos uma longa viagem.
Tim – Concordo, mas... cadê o Tiblum?
Chuá – Não sei, mas tenho total certeza que ela choveu junto com a gente.
Tiblum – Pessoal, socorro... socorro! Me tirem daqui ...
Ploc – Nossa, Tiblum caiu no rio Tietê, acho que foi quando a chuva mudou de sentido com o vento.
Tim – Pare de papo, precisamos fazer algo para tirá-la de lá! Mas o que?
Chuá – Vamos nos expor ao sol para assim chover no Tietê e ajuda-la a sair.
Ploc – Fazer todo o ciclo novamente e morrer no rio?
Tim – Pare de medo e vamos salvar nossa amiguinha!
Tiblum – Pessoal, pensem bem, isso é muito perigoso... mas, me tirem daqui!
Tim – É prá já.
(As 3 gotinhas vão em direção ao sol)
Ploc – Sol, você precisa nos evaporar para salvarmos Tiblum.
Sol – Ela precisa ter aulas de direção para não fazer tiblum no Tietê.
Tim – Concordamos, mas vamos que não temos muito tempo.
Sol – Tudo bem, não fiquem nervosas.
(Gotas são evaporadas e entram no rio). Somente vozes
Ploc – Acho tão bom quando somos evaporadas. Ficamos leves e até vamos ao céu.
Tim – Sim, mas a medida que subimos, fica mais frio e nos condensamos virando novamente gotas.
Chua – E aí é só esperar a nuvem ficar pesada e ...
(Som de trovão. As gotas aparecem novamente)
Ploc – Estou caindo no Tietê ...
Tim – Ah! .....
Chuá – Não esqueçam nosso plano.
Ploc e Tim – Que plano?
Chuá – Caiam no barquinho para ser mais seguro.
(Caem)
Ploc – Pensei que não conseguiria ...
Chuá – Eu também, agora vamos remar e salvar Tiblum
(Chegando perto de Tiblum) Tiblum – Estou aqui, me ajudem, me ajudem! Estou quase sem fôlego!
(... e tiram a gota do rio) Tiblum – Pensei que ia morrer!
Ploc – Eu também.
Chuá – (Bate em Ploc) Não dá para você falar algo mais motivador ou simplesmente ficar quieto?
Ploc – Pô, Chuá, foi mal aí, desculpa...
Tiblum – A Tim ficou com medo? Cadê ela?
Ploc – Oh! De novo não ...
(Sol se aproxima)
Sol – Não tenham medo de mim não vou evaporá-los, já estou me pondo.
Chuá – E o que você quer? Um copo de água?
Sol – Não, vim dar o recado de Tim à vocês ...
Ploc – O que? Você a torturou e veio dar o recado de Tim tostada?
Sol – Não me tratem assim, eu não sou mau e por isso ela confiou em mim.
Gotinhas – Oh! Desculpa Sol.
Sol – Tudo bem. Tim resolveu sacrificar sua vida e caiu sobre a cabeça de um ser humano para que assim ele tivesse uma maravilhosa idéia para conscientizar seu povo e salvar todas as gotinhas.
Ploc – Poxa, ela era tão durona, nunca pensei que pudesse fazer isso por mim.
Tiblum – Só por você, não. Por todo ser vivo, aliás, somos frágeis, mas somos necessárias.
Chuá – Ei pessoal, vamos comemorar a volta de...
Ploc – É isso aí!
*Tiblum, Tiblum
*Olha a gota
*Tiblum, Tiblum
*Tim é a salvadora
* Bis
Ah! Ah! Ah!
Tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum
Depende de nós
Para que o nosso mundo exista
Para que não se prejudique o mundo
Para a nossa mata crescer
Para não ver a floresta morrer
Ah! Ah!
Para que vá pro lixo o lixo
Para sempre cantar os bichos
Para a vida sempre viver
Não quero ver meu mundo morrer.
(FIM)
Que tal dramatizar esse texto? Ou então reunir um grupo para inventar outra dramatização? Melhor ainda - incentivar as pessoas para criarem seus próprios textos! O livro traz um esquema de como criar um Concurso da Primavera. É um caminho. (Silvia Czapski)
terça-feira, 26 de abril de 2011
CRIANÇAS NA HORTA!!!
Estávamos trabalhando (em meados de 2010) no livro "Hortas na Educação Ambiental", que sairá pela Peirópolis, quando me pediram um artigo para a revista Ecoação, editada em Minas Gerais. O tema foi a ação de Juljan Czapski, fundador da Associação Ituana de Proteção Ambiental (Aipa), na área ambiental.
É claro que tinha de contar do livro, e nada melhor de que apresentar um pouco das atividades práticas que constaráo na segunda parte da publicação. Eis o trecho da reportagem, ilustrado com uma fotografia de crianças na horta do Colégio Prudente de Moraes, em Itu, nos anos 1990.
Bom apetite!
Assim como tudo na vida, a criatividade não tem fim quando queremos envolver as crianças nos cuidados de uma horta orgânica. Mas é melhor partir de sugestões testadas e aprovadas para garantir bons resultados, isto é, para que, além de prazerosa, a atividade transmita conceitos, estimule novas atitudes, a criatividade infantil (e dos adultos, por que não?), bem como a sede de aprender mais.Realizado por mais de 15 anos pela Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA), em Itu e municípios vizinhos, o projeto “Hortas Escolares sem Agrotóxicos” deu asas à equipe de educação ambiental da entidade para criar, testar e aperfeiçoar atividades inéditas, sobretudo para crianças de 3 a 6 anos de idade, principal foco do projeto. Elas consideram a idade da criança e o momento da horta, desde o planejamento do plantio, até o uso das hortaliças e ervas medicinais na cozinha.Com exclusividade, Ecoação resume uma delas, entre as mais de cem que estarão na segunda parte do livro “Hortas na Educação Ambiental – na comunidade, em casa, na escola”, a ser lançado pela Editora Peirópolis (ver matéria principal). Ela já cabe para crianças de 3 a 4 anos. Refere-se ao momento de preparar o “chão de terra” (ou da caixa, se for horta em caixas). Trata-se de uma dramatização, ou melhor, convocação ao “faz de conta”, relacionado à observação do solo e ao preparo da mistura de terra, areia e esterco curtido (ou composto orgânico – alimento das plantinhas) que comporá os canteiros.Cada criança deverá se imaginar como um torrãozinho de terra. “Vamos nos juntar em forma de canteiro e representar o solo? (o ideal é sentar ou mesmo deitar para sentir a horizontalidade do chão). Vamos nos juntar em forma de canteiro, para representar o solo: o que o solo vê? (olhar o céu, sol, nuvem, chuva, árvore, pássaros...)”.Na seqüência, com os pequenos divididos em tres grupos - areia, terra e esterco -, o livro indica como representar o “deixar o solo fofo” (movimento dos grupos em círculos), realizar a “mistura” e “aplainar”, formando o “canteiro” que receberá as sementes.
Se tudo der certo, o livro sairá em junho, no dia do meio ambiente, dez dias depois do outro livro sobre Juljan Czapski - sua biografia que destaca a atuação na área da saúde, mas também trará lances inéditos na área ambiental. (Silvia Czapski)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
FOTO QUE FALA
Fiz o post ontem sem adicionar uma foto. Agora lembrei-me de uma que diz tudo, complementando o outro post. Dr. Juljan, presidente da AIPA por mais de 20 anos, ao lado do hoje falecido professor Anthenor Fruet, então secretário municipal de educação, inspirador do projeto, e gente da área de educação (ao lado de Juljan, Janaína Fontebasso, que também atuava na secretaria).
Trata-se de uma reunião para trocar experiências e ideias a respeito do programa Hortas Escolares sem Agrotóxicos, na época ainda uma semente começando a germinar. Nada mais significativo, de que se reunir numa sala de aula de educação infantil, público número 1 do programa, formando um círculo, para que cada um olhe nos olhos do outro.
O resultado de reuniões como essa levaram-nos a sugerir, no livro "HORTAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL" reuniões periódicas no caso da implementação de hortas orgânicas em diversas escolas. Assim um aprende e se inspira com acertos e erros dos outros. É só uma entre tantas dicas que ele oferecerá. (Silvia Czapski)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
EXPECTATIVA, VIVÊNCIA
"Espero que este livro, que traduz uma vivência de tantos anos da AIPA, contribua para tornar mais gostoso o cotidiano nas escolas, na comunidade ou na residência de quem quer ter sua horta. Para as escolas, em especial, acredito que as dicas simples e práticas ajudarão a implementar os requisitos da Política Nacional de Educação Ambiental, que tornou obrigatória a “EA” – como dizem os especialistas –, não como disciplina à parte, e sim em caráter transdisciplinar, interdisciplinar e multidisciplinar"Este é o último parágrafo de um texto de Juljan Czapski (pronuncia-se júlian txápski) - o último na área de meio ambiente que ele escreveu, antes de falecer, no início de 2010. É a apresentação que ele fez para o livro "Hortas na Educação Ambiental", a ser lançado em breve.
Fundador e presidente da Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA) por mais de duas décadas, ele foi médico com especialização em saúde pública, tendo também forte inserção também na área das políticas públicas de saúde (sua biografia também está para sair com o título "O Cavaleiro da Saúde", é uma incrivel história que mais parece romance).
Juljan gostava de relatar vivências que aconteciam nas escolas integradas ao Projeto Hortas Escolares sem Agrotóxicos, que inspiraram esse livro. Como, por exemplo, a história da reação dos alunos que, ao encontrarem o Tio Horto - espantalho que tinham feito dias antes com função de espantar passarinhos - destruido por vândalos.
Incentivadas pela professora a observarem o entorno da escola, as crianças viram equipamentos públicos também destruidos, Fizeram passeata e até um abaixo assinado para o prefeito. Foi uma horta sem agrotóxicos - como o livro "HORTAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL" ensina a fazer - inspirando lições de cidadania! (Silvia Czapski)
terça-feira, 5 de abril de 2011
A AVENTURA DAS HORTAS
Para nascer, se desenvolver e dar frutos, uma plantinha tem de ser semeada, cuidada diariamente, e os frutos devem ser colhidos na hora certa, podendo ser aproveitados como alimento. Esta é uma das facetas do projeto Hortas Escolares Sem Agrotóxicos, desenvolvido por mais de 15 anos em Itu.
Mas, o projeto oferece muito mais: a partir do elemento horta, vivo e dinâmico, a equipe da Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA) desenvolveu propostas educacionais práticas de trabalho em sala de aula e fora dela - que ajudam a desenvolver a percepção e observação através de atividades com terra, plantas, hortaliças e insetos. Envolvem a educação artística, a contagem, alfabetização e identificação.
Na horta, com as crianças e professoras, a equipe da AIPA criou atividades lúdicas e práticas facilitando a visualização dos fenômenos biológicos e naturais com o preparo dos canteiros, semeadura, manejo da horta, transplante e colheita.
Um dos grandes momentos do trabalho com a horta é a colheita que é aproveitada na elaboração da merenda escolar. Muitas crianças passaram a comer na escola algumas hortaliças que não consumiam em casa. O motivo: elas haviam plantado e cuidado.
Complementando o trabalho nas escolas, a equipe da AIPA desenvolveu durante alguns anos o curso de Capacitação em Horta Orgânica, aberto a todos os públicos. Um sucesso.
Tudo isso inspirou o livro "HORTAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL", a ser lançado, em breve, pela Peirópolis.
Mas, o projeto oferece muito mais: a partir do elemento horta, vivo e dinâmico, a equipe da Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA) desenvolveu propostas educacionais práticas de trabalho em sala de aula e fora dela - que ajudam a desenvolver a percepção e observação através de atividades com terra, plantas, hortaliças e insetos. Envolvem a educação artística, a contagem, alfabetização e identificação.
Na horta, com as crianças e professoras, a equipe da AIPA criou atividades lúdicas e práticas facilitando a visualização dos fenômenos biológicos e naturais com o preparo dos canteiros, semeadura, manejo da horta, transplante e colheita.
Um dos grandes momentos do trabalho com a horta é a colheita que é aproveitada na elaboração da merenda escolar. Muitas crianças passaram a comer na escola algumas hortaliças que não consumiam em casa. O motivo: elas haviam plantado e cuidado.
Complementando o trabalho nas escolas, a equipe da AIPA desenvolveu durante alguns anos o curso de Capacitação em Horta Orgânica, aberto a todos os públicos. Um sucesso.
Tudo isso inspirou o livro "HORTAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL", a ser lançado, em breve, pela Peirópolis.
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