sexta-feira, 6 de setembro de 2013

'HORTAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL' NO SALÃO DO JORNALISTA ESCRITOR


Só para compartilhar a alegria do convite para Sessão de Autógrafos no II Salão Nacional do Jornalista Escritor, que acontece neste 6 de setembro, às 19h, no Memorial da América Latina, em São Paulo, ao lado de gente como a carismática Eliane Brum. 

Evento gratuito, tem como âncora uma instigante agenda de entrevistas feitas por jornalistas importantes a autores-jornalistas igualmente importantes. Atração para um grande público, principalmente jornalistas e estudantes de comunicação. Sem falar da homenagem a Graciliano Ramos, e exposição sobre a União Brasileira de Escritores (UBE), que promove o Salão.

Boa ocasião para trazer o livro "Hortas na Educação Ambiental" - produto de uma experiência de mais de 15 anos, iniciada quando nem se falava em "sustentabilidade", tema que hoje permeia (pelo menos nos discursos) qualquer boa pauta jornalística. (Silvia Czapski)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

CALENDÁRIOS DA NOSSA HORTA


Atividades do Programa "Hortas Escolares Sem Agrotóxicos" 
da AIPA, em 1996, na Escola Pinguinho de Gente, em Itu.

"Olá! Me chamo Vera Alice Salustiano, sou professora da rede municipal de educação infantil em Campinas (SP), e fiquei maravilhada com seu livro sobre hortas. 
Não me lembro onde o vi pela 1ª vez, mas foi adquirido pela escola no ano passado, quando iniciamos nossa sonhada horta, e tem sido nossa "Bíblia" do Projeto Horta.
Estou sugerindo as atividades para as colegas, e gostaria de ver um modelo (se houver) do calendário da horta, pois não consegui fazer algo que me satisfaça, e tenho pouquíssimo tempo para elaborá-lo.
Lamento profundamente que esse projeto maravilhoso tenha sido encerrado em Itu, e adoraria receber mais sugestões e informações, se possível.
Muito obrigada, abraços e parabéns pelo trabalho!"

Além de nos deixar felizes, este e-mail da professora Vera Alice Salustiano despertou uma suposição. Se é uma dúvida na escola dela, outras quererão saber. 

Com a autorização para compartilhar a mensagem, fui ao arquivo de fotos do programa "Hortas Escolares sem Agrotóxicos" da Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA), nossa base para o livro "Hortas na Educação Ambiental" (Silvia Czapski e Maria Célia Bombana, com consultoria de Marcelo Mattiuci, Ed. Peirópolis, 2011), mencionado pela professora de Campinas.

Puxando pela memória e revendo as imagens, fui lembrando algumas formas de desenvolver a atividade com as crianças nas escolas ituanas. Mas a mesma atividade também pode ser feita em casa, sendo fácil adaptá-la para trabalhar com uma única criança!

VAMOS FAZER UM CALENDÁRIO PARA NOSSA HORTA???

Para planejar essa atividade, precisamos considerar a faixa etária das crianças e momento escolar, portanto, nas condições que terão para realizar/acompanhar a atividade.

Criatividade e convite à participação são as palavras-chave para fazer o calendário, que pode ser desenhado pela professora, ou professor, com acompanhamento das crianças.... ou pela classe (individualmente ou em grupo), dependendo do estágio escolar.

Como materiais:
* uma grande cartolina (ou várias emendadas), que será colada na parede,
* pincéis atômicos (também dá para usar canetas ou lápis) se possível de várias cores.
* no desenvolvimento do trabalho, poderemos usar materiais de colagem, desenho ou outros.

Montagem do calendário

Imaginar um calendário onde cada dia tem um espaço ("quadrado" ou "retângulo") para anotações, desenho ou colagem em cada dia. Eis algumas possibilidades: 

* representar todo o mês, como no exemplo abaixo.

* fazer somente um cartaz por semana a cada vez (primeira linha somente), porém guardando sequencialmente os cartazes, para que as crianças possam rememorar.
* deixar um "quadrado" por semana (março- semana 1 / semana 2 / etc)
* Escolher uma atividade específica, que será acompanhado, tornando-se o tema do calendário, ou de uma "linha do tempo":


Sugestões para desenvolver a atividade

Calendários são "marcadores de tempo", que nesse caso usaremos para rememorar com a classe o os eventos da horta.

O ideal é escolher um momento do dia, ou da semana, para discutir com a turma o que se fez. Por exemplo, a semeadura, o surgimento de lagartos na rúcula (que podemos coletar, para acompanhar a transição até que se transformem em borboletas), a retirada dos matinhos, a colheita da cenoura, ou a transformação do que se colheu em uma deliciosa salada.
O que fazer com as informações? Podemos sistematizar na forma de texto (palavras-chave ou pequenas frases), ou fazer desenhos.
Por exemplo, no dia 5 do mês, o canteiro foi preparado para o plantio das cenouras. Para educação infantil, pode-se desenhar o canteiro sendo preparado no espaço daquele dia, ou pedir que as crianças desenhem, sorteando um desenho que será colado no local (atenção para estimular a criatividade, mas evitar a competição). 

Nunca esqueça que a criatividade é o limite, respeitando-se o momento do grupo em questão: cada criança, ou grupo de crianças, pode transformar um caderno simples em "agenda da horta", com uma página por dia ou semana (marcar o dia, ou semana, no alto da página), onde representará os eventos do dia (desenho, colagem, escrita).

Os resultados poderão ser compartilhados, numa exposição dos trabalhos na classe, em espaço comum da escola, ou mesmo na feira de ciências.

Para os mais velhos, também dá para produzir a agenda da horta, em que cada um anotará a programação do que será preciso fazer para manter a horta viçosa e produtiva. Com horários para a rega, e assim por diante.

Se você tiver outras sugestões, dúvidas ou quiser compartilhar resultados, sinta-se à vontade para mandar seu comentário. Novas ideias deixam-nos felizes! (Silvia Czapski)


sexta-feira, 17 de maio de 2013

"HORTAS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL" NA JUST TV
NO DIA DO GARI!!!

Coincidências existem? Graças à necessidade de adiar entrevista ao vivo no programa Curtindo São Paulo, da JustTV, acertamos dia 17 de maio. E, veja só, é o Dia do Gari e Dia da Reciclagem.

Nada melhor que uma horta orgânica para constatar que
na natureza nada se perde, tudo se transforma! E que nós podemos ajudar esse processo natural, como mostra o livro "Hortas na Educação Ambiental", tema da conversa do programa.

Veja essas fotos do programa de Educação Ambiental da AIPA, que inspirou o livro. Podemos, por exemplo, reaproveitar garrafas pet que seriam descartadas para fazer vasos, ou mesmo canteiros. As crianças adooooram!







Ao implantar a coleta seletiva, aproveitar resíduos orgânicos para produzir o melhor adubo orgânico, com restos de alimentos, folhas e afins. Em três meses fica pronto para uso na horta, em vasos, no jardim!




E que tal aproveitar o que seria jogado fora para fazer arte, ou coisas úteis??




O Programa Curtindo São Paulo já está no ar há 5 anos e 10 meses, sempre às sextas-feiras. Conecte-se às 21hs, para assistir ao vivo. E participe com comentários e perguntas:
www.justtv.com.br/portal/curtindo-sao-paulo

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O HOMEM QUE PLANTAVA FLORESTAS



 

Uma história real extraordinária de um francês que, sozinho, plantou uma floresta de 33 quilômetros quadrados. Tão bonita, que publicamos duas vezes no Urtiga, o jornal da AIPA (Associação Ituana de Proteção Ambiental) que era distribuido como suplemento de todos jornais de Itu, em 1987 e 1999.

Lembrei dela, ao receber o link da mesma história traduzida para vídeo premiado com Oscar como curta metragem, ao que consta, disponibilizado na internet. 


Fez-me recordar do capítulo sobre árvores no livro Hortas na Educação Ambiental, e no espanto de algumas crianças ao constatarem o tempo tão mais longo que uma árvore leva para crescer, se comparado a hortaliças e ervas medicinais, que elas cultivam nas hortas.  

Até que foi fácil reencontrar o texto publicado - "O Homem que Plantava Árvores" - nos arquivos da associação. História de
Elzéard Bouffier, que morreu desconhecido, mas deixou como herança - além da maravilhosa mata de carvalhos - um belíssimo exemplo de dedicação e confiança no futuro, descrito por um viajante francês. No Brasil, antes do Urtiga, o texto tinha sido publicado na revista da Associação de Preservação da Flora e da Fauna, numa adaptação de Maria Luiza Merkle, e também na extinta Revista Vida & Cultura Alternativa. 


As ilustrações da abertura do post, e da história, trazem o personagem sapurtiga, do jornal Urtiga, desenhado por Dian Storch. Emocione-se:
 O homem que plantava árvores

Em 1910 empreendi uma longa caminhada nas montanhas da  Provença, em região ainda desconhecida pelos turistas e que não apresentava mesmo nada atraente, pois a terra era árida, seca. Nada crescia, além da alfazema silvestre. Atravessando o planalto, depois de três dias de caminhada, eu me vi numa paisagem de incomparável deserto.

Acampando, procurei água para beber, de fonte ou talvez um poço antigo, pois umas ruínas ali davam a certeza de terem existido moradias. Mas nada encontrei, a não ser a solidão e um vento que soprava com veemência, e por isso me vi obrigado a continuar a caminhada, carregando a barraca.

Após cinco horas de caminhada, sem encontrar água, divisei ao longe um vulto que reconheci ser um homem - um pastor com umas trinta ovelhas deitadas ao seu redor, juntamente com um cão. Compreensivo, adivinhando a minha sede de três dias, deu-me de beber de sua garrafa de campo, convidando-me mais tarde para ir a sua casa.


Solitário, tendo perdido sua mulher e o filho, instalara-se nessa terra inculta, longe de povoados de gente em constantes rixas e inveja. Dividindo uma sopa quentinha e gostosa entre nós dois, na refeição ele pouco falava. Pude observar o seu jeito calmo, comedido, sua barba feita, a roupa com seus botões firmes, apesar de uns remendos quase imperceptíveis. Ao redor, tudo limpo, em ordem, chão varrido.


Apesar de pouca fala, inspirava confiança. Depois da refeição, levantou-se e foi buscar um saquinho, despejando o seu conteúdo na mesa. Eram bolotas (sementes) de carvalho e ele as foi examinando uma a uma com cuidado, separando as boas. Depois, sem mais conversa, foi dormir em paz.


Na manhã seguinte perguntei se podia acompanhá-lo e ele consentiu com um aceno. Antes de nossa saída, ele mergulhou as bolotas em um balde de água, e lá fomos, não sem ele munir-se de uma cano de ferro da grossura de um polegar. Fiquei intrigado, querendo adivinhar o que ele faria com esse cano.

Fomos até o vale e lá ele deixou o seu rebanho aos cuidados do cachorro e nós subimos um escalão a uns cem metros adiante. E era ali, fazendo buracos com o cano  de ferro, que ele ia plantando as bolotas de carvalho.


Perguntei se a terra era dele. Não, não era, e nem sabia tampouco de quem era. No entanto, isso não o impedia de continuar a plantar as bolotas, pois já plantara 100.000 delas.  Destas, 20.000 haviam germinado, e os ratos fariam perder mais ou menos a metade. Mesmo dez mil restantes, onde antes não havia nada, não era isso compensador? Naturalmente que sim, eu lhe disse. E esses dez mil carvalhos, em trinta anos, seriam uma linda floresta de se ver. E ele, fitando os olhos confiantes no horizonte refletiu:
- Em trinta anos?... Até lá eu terei plantado muito mais, e também faias e bétulas. Já tenho viveiro na minha horta - dizia com convicção.

Despedi-me no dia seguinte, e anos depois rebentava a guerra de 1914, que me prendeu durante cinco anos. Mas mal consegui o  documento de mobilização, senti uma saudade imensa de ar fresco, de ar de montanha. E lá fui eu para aquela terra árida e erma, onde eu sabia morar um ermitão com seu estranho "hobby" de plantar bolotas.

A paisagem era a mesma, mas lá naquele local antes desértico e abandonado, avistava-se uma neblina cobrindo o cume do monte, como um tapete. Lembrei-me dos dez mil carvalhos do pastor de ovelhas: tal número de árvores devia estar cobrindo uma apreciável área. E esse ermitão chamado Elzéard Bouffier provavelmente já estaria morto.

Mas não estava, e ao contrário, sentia-se ainda bem e forte. Havia mudado de profissão, ficando com apenas quatro ovelhas, substituindo as outras por colméias. Os carvalhos plantados em 1910 já atingiam a altura de dois homens, e outros mais, plantados durante dez anos, cobriam área de onze quilômetros de comprimento por três  de largura.


Fiquei estupefato - toda essa imponência vinda das mãos desse homem simples, sem recursos técnicos nem financeiros! Ele havia continuado com seu projeto de plantar faias, as quais já se estendiam a perder de vista. E bétulas também, em grupos no vale, ele as plantara para garantir a permanência do lençol freático. E tinha razão: onde antes havia terra seca, agora os córregos jorravam água fresca e cristalina.


A natureza, com água reaparecida e o vento espalhando sementes, foi dando vida, relva e flores. Vagarosa e constantemente, tudo se transformara em paisagem atraente. Guardas florestais que nada disso sabiam, mas foram atraídos por esta transformação, julgando-a um "capricho da natureza", nem poderiam desconfiar que pudesse existir alguém de tal persistência e generosidade.

Um dia surpreenderam Elzéard Bouffier na mata esquentando a sua refeição sobre pequenos galhos ardendo, e temendo um incêndio nesta mata que "merecia toda proteção", determinaram que a abandonasse.

Sem nada explicar, ele mudara-se então mais longe, e continuou, com toda sua calma, a plantar. Sempre longe e solitário, nada sabia da guerra de 1914 nem da de 1939. Vi-o pela última vez em junho de 1945. Ele tinha 87 anos.

Para vê-lo, já não precisei caminhar dias a pé, pois um ônibus já servia aquela região, toda transformada. Em lugar do vento mordaz chicoteando o rosto, soprava uma suave brisa carregada de perfumes. E água - havia água a valer. Já havia algumas casas - cinco, com hortas e flores em abundância harmoniosa - repolhos e roseiras, cheiros e boca-de leão...


Agora era um lugar aprazível onde se podia morar. Obra de fé e esperança no futuro confiante na força da natureza. Um homem de alma pura, sensível às leis que regem esse mundo de Deus, e que, pela sua simplicidade, soube descobrir um maravilhoso caminho em direção à felicidade."
O premiado curta metragem (30 minutos) também é imperdível e está neste link. 

Além do "sapurtiga", aproveitei belas árvores ituanas desenhadas pelo artista plástico Carlos Girio e publicadas em livro pela Editora Ottoni nos anos 1990, para ilustrar este post.

Tomara que texto, imagens e o video - além do livro Hortas na Educação Ambiental - ajudem plantar boas ideias e inspirar a multiplicação de ações de educação ambiental.
(Silvia Czapski)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DELÍCIA DE RECOMENDAÇÃO!


Semana passada encomendei o livro Hortas na Educação Ambiental - na Escola, na Comunidade, em Casa, de Maria Célia B. Bombana e Silvia Czapski, e aguardei com ansiedade a sua chegada. Após lê-lo, não tive mais dúvidas de que é um livro que deveria fazer parte de todas as escolas da educação básica, desde a Educação Infantil ao Ensino Fundamental e justifico-o por que da sua importância.
Como coautora do livro, estava mais ansiosa de que Bere Adams, em ter a opinião dela que há tantos anos trabalha na realização promoção e divulgação da Educação Ambiental. 

Conhecia-a por troca de publicações, quando eu editava o jornal Urtiga, pela Associação Ituana de Proteção Ambiental - AIPA. Seguíamos o trabalho da Apoema, em Santa Catarina, enquanto ela seguia o nosso, em Itu (na foto ao lado, um curso de horta orgânica promovido pela AIPA, naquela época).


Depois, encontramo-nos no IV Fórum Brasileiro de Educação Ambiental - histórico encontro que foi crescendo na medida em que a "EA" também ganhava espaço. Com sua capacidade de ocupar espaços virtuais, ela mantém uma lista de discussão de gente do ramo, está nas redes sociais e num blog, onde o livro Hortas na Educação Ambiental acaba de merecer um elogioso post que começa com o parágrafo acima. 

Acesse o link para ler a resenha e comentários de Bere Adams. (Silvia Czapski)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

É "NÓIS" NA TV!!!


A apresentadora Chris Flores com Bia (Ana Beatriz), dona Elisabeth e a mãe da menina Jaqueline (foto: divulgação)

Eu imagino a tensão da pequena Bia e de sua mãe, gente simples que vive em Caieiras (SP), antes de começar a série de gravações do programa "Hoje em Dia", para o quadro dos Pais para Filhos, em que a menina - cujo desafio seria emagrecer 7 quilos - seria estrela da reportagem. Se é assim com qualquer pessoa antes de uma entrevista, imagine saber que seria acompanhada durante uma semana, para cumprir um desafio!

Estimulada a comer mais para "ficar forte" desde muito pequena, Bia precisava de uma reeducação alimentar para evitar problemas de saúde gerados pelo peso acima da média e dar um "up" na relação com os colegas de escola, que começaram a discriminá-la como gordinha.

A equipe do programa tivera chance de conhecer o livro "Hortas na Educação Ambiental", que ensina não só como implantar uma horta orgânica, com apoio das crianças, como atividades lúdicas e educativas a cada momento da horta. Não deu outra: Maria Célia Bombana, coautora do livro, foi convidada a ensinar como se faz a horta ao vivo, em apenas uma tarde! 


De segunda a sexta, a cativante apresentadora Chris Flores comandou as entrevistas, com uma novidade a cada dia para a menina - consulta médica, apoio nutricional, compras no mercado, exercícios físicos e.... implantação de uma horta em casa, para estimular a Bia na mudança de sua relação com os alimentos. Pois não é que adorou? Não aparece no programa, mas - no final da gravação dessa parte, sobre hortas - Bia e a mãe, Jaqueline, ganharam um exemplar do livro das mãos de Maria Célia.

Como quase tudo na TV, as horas de gravação sobre como fazer uma horta resultaram em minutos da 
reportagem especial, supergostosa de ver, pois parte do problema mundial da obesidade, para apresentar a transformação de uma criança em fã da alimentação equilibrada para um corpo idem!

Já a matéria do 
blog da Chris Flores  - que complementa o vídeo, também informa sobre o livro. Tornou-se uma das mais lidas da semana. Que delícia! O que mais queremos é espalhar essa semente... (Silvia Czapski)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

DE UMA ORELHA À OUTRA

Ainda sem fotos (e quantas fotos foram feitas!!!) do lançamento sexta-feira, 22/julho, na Livraria Nobel de Itu. Mas fazendo questão de registrar a alegria e a presença de tanta gente amiga, sorrindo de uma orelha à outra ao se aproximar da mesa, com o livro na mão, tão bonito, à espera dos dois autógrafos.
No sábado, emoção à flor da pele, com a história de Dr. Juljan em foco, numa exposição, lançamento do livro "O Cavaleiro da Saúde" e o concerto de Magda Anna Walicska na Casa de Cultura de Itu, a convite da Secretaria Municipal de Cultura. O Secretário de Cultura, Jonas Soares de Souza, foi um dos que abrilhantaram o evento.
Não resisti, ao falar de Dr. Juljan, relatei uma de suas histórias,q ue ele repetia quando mostrava um álbum de viagem para a Polônia. Numa parede do Palácio Czapski, em Varsóvia, capital do país, há uma inscrição contando que "aqui viveu e trabalhou Fréderic Chopin antes de ir para a França". Outro ramo da família, mas o tom orgulhoso de sua voz era espelho da raiz e da rica história que sempre respeitou. Um concerto de Chopin acalentou o evento.
Muito bom! (Silvia Czapski)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

DUPLA FESTA EM ITU - 22 E 23/7


Haja fôlego e alegria! Sexta feira, 22/7, a partir das 19h, na Livraria Nobel de Itu(Shopping Plaza), lançamento do "Hortas na Educação Ambiental", com presença das autoras (Maria Célia Bombana e eu, Silvia  Czapski) e de Marcelo Mattiuci, consultor do livro. Esperamos você lá!

Na manhã seguinte, penúltimo dia do 18 Festival de Artes de Itu, a partir das 10 da manhã, na Casa de Cultura de Itu (R. Paula Souza, 664), evento-homenagem a Juljan Czapski, que foi presidente da AIPA por mais de 20 anos (a apresentação, no livro das hortas, foi seu último texto na área do meio ambiente), com abertura da mostra em sua homenagem (arte de Margarete Conde), lançamento do livro "Dr. Juljan Czapski - Cavaleiro da Saúde", seguido do concerto de Magda Malicka Obrigada, Jonas Soares de Souza, Iara Calunga e equipe da Secretaria de Cultura de Itu!!!

Será bom demais contar com sua presença em ambos! E um favor: ajude-nos a espalhar essa ideia! Quanto mais gente e burburinho, melhor! (Silvia Czapski)


(clique na imagem, para ver ampliada)

terça-feira, 12 de julho de 2011

LANÇAMENTOS


Na busca de informações sobre a Feira Literária Internacional de Tocantins, que acontece entre 25/7 e 3/8 (estaremos lá, falando sobre "Hortas na Educação Ambiental" , deparo-me com a poesia abaixo, criada por Juarês Alencar Pereira, cordelista e historiador nascido em Exu - Pernambuco (terra de Luiz Gonzaga, rei do Baião), hoje residente em Tocantins.
Vale dizer que antes disso, sexta-feira, 22/7, estaremos na Livraria Nobel de Itu (Shopping Plaza), numa sessão de autógrafos do livro. Parece cabalístico 22/7, das 7 da noite (19h) às 22h. Enquanto o convite não vem, segue a poesia sobre a FLIT.


Não perca a oportunidade
Atente pra este convite
Vamos todos para Palmas
Participar sem limite

Dessa feira literária
A nossa grandiosa FLIT.

No Tocantins haverá
Grande evento cultural

O salão do livro é
A feira internacional
A literatura em alta
num espaço sem igual.


A grande FLIT está aí
Venha sim participar
Visite os vários espaços
Vamos deles desfrutar

São bem diversificados
Que é pra todos agradar.


Serão espaços dinâmicos
Dentro do grande evento

Todos bem programados
Em prol do conhecimento
Promoverá o saber

Também o entretenimento.

E durante toda a FLIT
Ha programação recheada
Vai ter palestras e shows
Com estrutura adequada
O FESTA e o Fórum da EJA
E diversão pra criançada.


Teremos a grande tenda
Stands de exposição
Para as obras literárias
Que já virou tradição
Oficinas são diversas
O cordel tem estação.


A praça dos girassóis
Será palco dessa festa
Diversidade é o tema
Não fique de fora desta
Grande espaço democrático
Que a cultura manifesta.

E anote - dia 23/7, na Casa de Cultura de Itu, 10h da manhã, outra sessão de autógrafos, homenagem a Dr. Juljan Czapski, seguida de concerto da polonesa Magda Walicka, organizado pela Secretaria de Cultura de Itu (Silvia Czapski)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

FOI BOA A FESTA

Casa de ferreiro, espeto de pau. Sou filha de fotógrafa e artista plástica - Alice Brill - não trouxe camera. Marcus Bombana Christofoletti lembrou-se e agora mandou algumas imagens para publicar no blog. Confira. (Silvia Czapski)

Ambiente pronto, na Livraria da Vila - Fradique (SP)

Com problemas de saúde na família, Maria Célia não pode vir, mas mandou flores. O filho, Marcus Bombana Crhistofoletti, veio de Itu para representá-la.

Silvia e Alessandra Pires, da Peirópolis

Inicio do burburinho.
 
Primeiros autógrafos.

Amiga de longa data, Eva Lieblich Fernandes e Gabriel Fernandes, ladeando Silvia.
 
Ruth Steuer (ong OAT) com a (co)autora.
 
Silvia Czapski, Sergio e Aurora Granado, Tsugui Nillson - amigos, ativistas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

MANDELA E AS HORTAS

"Por anos e anos recusaram meu pedido sem oferecer um motivo, mas acabaram cedendo e conseguimos formar uma hortinha aproveitando um canteiro estreito junto ao muro do fundo. (...)
Plantar uma semente, vê-la germinar, cuidar dela e colher os frutos proporcionava uma satisfação simples, mas duradoura. (...)De certa forma eu via na horta uma metáfora de alguns aspectos de minha vida. Um líder também precisa cuidar da própria horta; também ele semeia e depois observa, cultiva e colhe o resultado. Assim como o hortelão, o líder precisa assumir a responsabilidade pelo que cultiva; tem de trabalhar direito, procurar afastar os inimigos, conservar o que precisa ser conservado e eliminar o que não consegue vingar."

O pessoal da Peirópolis me provocou, semanas atrás, para encontrar gente famosa que tem horta/s (e divulga o fato). Michelle Obama é a bola da vez. Mas também tem Nicole Kidman, Julia Roberts, Alicia Silverstone, as brasileiras Gisele Bundchen e Daniele Suzuki, que encontrei numa busca rápida na internet.

Lembrei então do depoimento acima, que consta num dos belos livros autobiográficos que tive a sorte de ler, do lider sul-africano Nelson Mandela.
Já vi dois livros autobiográficos deste homem que permaneceu 22 anos como preso político na Ilha Robben (segurança máxima), saindo quase diretamente para a presidência da república, na África do Sul. Este, mais "gordo" e cuja capa reproduzo, foi publicado em 1995, tem 508 páginas, poderá ser encontrado apenas em sebos, pois está esgotado.

O que Mandela fala sobre hortas reproduz o que sentimos em Itu, durante o trabalho de 15 anos que agora foi resgatado no livro "Hortas na Educação Ambiental". Baseado numa ação da Associação Ituana de Proteção Ambiental com diferentes públicos, o livro dá caminhos para fazê-la. A prática depende de cada um... ou cada grupo. (Silvia Czapski)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SEGUNDA-FEIRA, 6/6, 19H (+)


Livro lindo, espero que possa comemorar conosco!!!
Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, SP.
E anote - entrevista na Rádio MEC - 12H15, na mesma data. Se puder, ouça!!
Divulge o evento, compareça!
Leia o livro, discuta!
Aplique o que aprender, invente, crie! 
Muitos, faremos melhor! (Silvia Czapski)